Desde 1º de janeiro de 2026, o Brasil está na fase de testes da Reforma Tributária. Mas para as empresas do Simples Nacional, a verdadeira decisão chega agora: entre 1º e 30 de setembro de 2026, você precisa escolher qual será o seu regime tributário em 2027. E essa escolha não é pequena — pode significar diferenças significativas no bolso do seu negócio.
O problema é que muitos empreendedores sequer sabem que essa janela existe. Descobrem tarde demais, quando o prazo quase fecha, ou quando já deixaram de lado a oportunidade de se preparar. Neste artigo, com base na LC 214/2025 e LC 227/2026, vamos explicar exatamente o que você precisa fazer — e por que não pode esperar.
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A janela de setembro: a decisão que define 2027


A Reforma Tributária começou em 2026, mas o Simples Nacional tem um calendário especial. Enquanto as demais empresas já estão se adaptando aos novos tributos — CBS e IBS — desde janeiro, as optantes pelo Simples só entrarão no novo modelo em 2027.
E aqui está o detalhe crítico: a lei fixa que, entre 1º e 30 de setembro de 2026, você terá a oportunidade única de decidir se quer:
- Permanecer no Simples Nacional em sua forma “reformulada” (ainda existe, mas adaptado);
- Migrar para o Lucro Presumido ou Lucro Real sob as novas regras;
- Entrar em um regime híbrido, onde paga CBS/IBS pela legislação geral, mas segue na estrutura de outras obrigações do Simples.
Passada essa janela, a escolha só volta em janeiro de 2027 — e aí já é para o próximo exercício. Ou seja: é agora que você planeja; é janeiro que você executa.
Por que essa decisão é tão importante
Cada regime tem uma lógica de cálculo de impostos completamente diferente. Quando você calcula o Simples, está operando com alíquotas progressivas baseadas na receita bruta. No Lucro Presumido, a base muda para uma margem “presumida” sobre a receita. No Lucro Real, você paga sobre o lucro contábil efetivo.
Com a entrada de CBS e IBS, a conta fica ainda mais complexa. Escolher errado pode significar, estimativamente, uma carga tributária 20% a 40% maior do que a necessária — ou mais, dependendo do seu setor e faturamento.
Por isso a MARJUHH Contabilidade sempre insiste: a decisão de regime é a decisão financeira mais importante do ano. Tudo o que você faz depois — dedução de despesas, investimentos, distribuição de lucros — funciona sobre aquela base.
O que muda para o Simples em 2027
Se você optar por ficar no Simples Nacional, é bom saber que ele não sai igual de 2026. A CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e a IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) entrarão em vigor em 2027 com alíquotas integrais — não mais os 0,9% e 0,1% de teste de 2026.
Isso significa que você terá dois “mundos” de tributação simultâneos:
- Mundo antigo: ICMS, ISS, PIS, COFINS (que ainda existem em 2027);
- Mundo novo: CBS e IBS (que entram com força cheia).
A transição completa — onde o mundo antigo desaparece — só termina em 2033. Até lá, é simulado, é complicado, é preciso estar bem orientado.
O que é CBS e IBS (resumo rápido)


A CBS é um imposto federal que substitui, principalmente, PIS e COFINS. A IBS é um imposto compartilhado entre estados e municípios que, gradualmente, substitui ICMS e ISS. Juntos, eles formam um modelo de IVA Dual — similar aos impostos sobre consumo em países desenvolvidos.
Para o seu negócio, o que importa agora é: em que alíquota você opera em 2027? Aquela que paga menos é a que você quer.
Prazos que você não pode perder
| Data | O que acontece |
| 01–30/09/2026 | Janela aberta para decidir regime de 2027 (Simples, Lucro Presumido, Lucro Real ou híbrido) |
| 30/11/2026 | Você ainda pode cancelar a opção pelo regime geral (se escolheu sair do Simples), mas é o último dia |
| 01/01/2027 | O novo regime entra em vigor |
| 2027–2033 | Transição gradual de ICMS/ISS para IBS; CBS já em regime pleno desde 2027 |
Note bem: não é “você pensa até setembro e depois tem mais tempo”. É setembro, ponto final. Quem não decidir vai continuar no Simples por inadvertência — e pode descobrir tarde que não era a melhor opção.
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Como você deve se preparar (em 5 passos)
1. Levante os seus números
Faturamento dos últimos 12 meses, custos totais, folha de pagamento, estrutura atual. Sem números reais, qualquer simulação é chute.
2. Simule cada cenário
Seu contador (ou a MARJUHH) deve calcular quanto você pagaria de imposto em cada regime: Simples “reformulado”, Lucro Presumido, Lucro Real, e híbrido. A diferença entre o melhor e o pior cenário pode ser enorme.
3. Considere o crescimento esperado
Se você espera crescer em 2027, alguns regimes podem deixar de fazer sentido. A projeção importa — não vale olhar só para o número de hoje.
4. Avalie a complexidade
Lucro Real é mais vantajoso em certos cenários, mas exige contabilidade mais robusta. Simples é simples, mas pode sair caro se o seu faturamento for alto. Não é só números, é também a realidade do seu negócio.
5. Decida antes de 30 de setembro
Não deixe para a última semana. Surpresas acontecem, sistemas ficam sobrecarregados, e você não quer tomar a decisão do ano sob pressão.
Perguntas frequentes sobre a Reforma e o Simples
- Se eu não fizer nada, o que acontece em janeiro?
Você continua no Simples Nacional. Mas se esse não fosse o melhor cenário, você deixa dinheiro na mesa todo mês de 2027.
- Posso voltar a entrar no Simples depois?
Não fácil. Uma vez fora, há períodos de “quarentena” antes de poder retornar. Por isso a decisão é cuidadosa.
- O regime híbrido é a solução para todo mundo?
Não. É uma opção em certas situações, mas não é a magia que resolve tudo. Precisa de análise caso a caso.
- Quanto custa simular os cenários?
Uma boa contabilidade consultiva oferece essa simulação como parte da estratégia — é investimento, não custo. A MARJUHH faz essa análise com detalhes.
- Quando a Reforma acaba (ICMS vira IBS de verdade)?
Gradualmente de 2029 a 2033. O sistema completo, sem ICMS/ISS antigos, sai em 2033. Até lá, é híbrido.
- Minha empresa pequena (faturamento baixo) é afetada?
Sim. Qualquer empresa no Simples sente os efeitos em 2027. Quanto menor, mais o percentual de impostos importa — então a escolha de regime é ainda mais crítica.
O que você ganha ao preparar agora
Não é só evitar erros. Quem se prepara cedo consegue:
- Tempo para simular cenários — sem pressa, com dados confiáveis;
- Documentação pronta — os arquivos que a Receita Federal vai querer, já organizados;
- Contabilidade alinhada — seu contador entra no ano novo já estruturado, sem surpresas;
- Planejamento de fluxo de caixa — se o novo regime mudar a forma como você paga impostos, você já sabe e se prepara;
- Paz de espírito — a decisão está bem tomada, baseada em dados, dentro da lei.
Quem deixa para última hora acaba precipitando, decidindo por medo ou por falta de informação, e aí vem 2027 com a conta errada.
Próximos passos
Sua ação imediata é: chamar a contabilidade e marcar uma simulação. Se você trabalha com a MARJUHH Contabilidade, é ainda mais rápido — a gente tem a prática, os números (se você já é cliente), e oferece essa análise com confiança técnica total.
Não deixe a decisão de regime para o improviso. Setembro é agora. Faça a conta. Escolha certo.
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