Planejamento tributário de meio de ano: como revisar o regime antes de 2027

Estamos em agosto. Em uma semana, a maioria dos empresários entra em “modo férias”: foco reduzido, cabeça leve, esperando dezembro. Errado. Agosto é, na realidade, o momento mais crítico do ano para planejamento tributário.

Porquê? Porque ainda há tempo de corrigir a rota. Se você esperar até novembro ou dezembro, muitas correções já não cabem no exercício — ficam para o próximo ano, e você perde meses pagando o imposto errado. É assim que empresas deixam dinheiro na mesa sem sequer perceber.

Neste artigo, vamos explorar por que agosto é o seu grande aliado na contabilidade, e como uma revisão de meio de ano bem feita já o coloca na frente para 2027.

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Por que agosto é o mês ideal

Comparação de regimes tributários: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real

A contabilidade funciona em ciclos. O primeiro semestre (janeiro a junho) define como vai o resto do ano. Se você passa em revista os números agora, em agosto, ainda há três meses (setembro, outubro, novembro) para aplicar ajustes que produzem efeito no exercício de 2026.

Isso significa decisões práticas:

  • Ajustar faturamento e gastos se notar que o regime atual sai mais caro do que outro;
  • Formalizar despesas que até agora andavam soltas;
  • Revisar o Fator R se você está no Simples (pode mudar de anexo e economizar);
  • Planejar investimentos com dedução fiscal;
  • Estruturar retiradas (pró-labore e distribuição de lucros) de forma inteligente.

Quem faz isso em agosto sai de 2026 organizado. Quem deixa para dezembro entra em 2027 improvisado.

O impacto da Reforma agora em agosto

Agosto de 2026 tem uma camada extra de importância: a Reforma Tributária está em fase de testes desde janeiro. Seus números reais de 2026 (com CBS 0,9% e IBS 0,1% já incidindo) são os mesmos números que você vai usar para simular 2027.

Ou seja: se você revisar seu faturamento, custos e carga tributária agora, em agosto, você está vendo na prática como esses novos impostos se comportam. Não é mais teoria — é realidade nos seus registros.

Isso coloca você em posição extraordinária para tomar a decisão de setembro (qual regime para 2027): você conhece os números reais, não estimativas.

1. Revisar o regime atual

Você optou pelo Simples Nacional há três anos e nunca reviu? Ou entrou em Lucro Presumido porque “era mais simples” na época? Agosto é o momento de questionar essa escolha.

Sua contabilidade deve simular: se você tivesse entrado em outro regime em janeiro, quanto teria pagado de imposto até agora? Se a resposta for “bem menos do que pagou”, significa que há oportunidade de mudança em 2027.

Essa simulação é rápida e vale ouro. A MARJUHH Contabilidade faz isso com seus números reais em horas, não dias.

2. Analisar o Fator R (se você está no Simples)

Estratégia tributária: contador e empresário em reunião de planejamento

O Fator R é uma relação simples: folha de pagamento (incluindo pró-labore) dividida pela receita dos últimos 12 meses. Quando atinge 28%, você migra de um anexo mais caro (Anexo V, ~15,5%) para um mais barato (Anexo III, ~6%).

Muitos médicos, advogados, consultores e outros profissionais deixam de formalizar funcionários ou ajustar o pró-labore porque “não sabem disso”. Resultado: pagam alíquota errada por meses a fio.

Em agosto, a conta é fácil: calcule o Fator R com os 12 meses até junho. Se estiver próximo de 28%, uma ação estratégica — formalizar um funcionário que já trabalha, ou revisar o pró-labore — tira você de alíquota alta para baixa, literalmente cortando o imposto do Simples pela metade.

3. Planejar o fluxo de caixa de imposto

CBS e IBS não saem em 2027 como espetáculo único. Eles começam com alíquotas, mudam ano a ano, enquanto ICMS e ISS antigos ainda coexistem. É confuso, é complexo, é realidade.

Uma revisão de meio de ano permite que você e sua contabilidade já empreendam:

  • Projetar o fluxo de imposto de 2027;
  • Entender como o split payment (se aplicável) mexerá no seu caixa;
  • Antecipar surpresas, em vez de descobri-las em janeiro.

Isso não é futurologia. Isso é planejamento.

4. Revisar a escrituração e documentação

Agosto também é bom para limpar a casa. Faltam notas fiscais? Recibos sem arquivar? Despesas sem suporte contábil? Agora é a hora de resolver, enquanto ainda há tempo de retroagir se necessário.

Uma contabilidade bem estruturada, com documentação limpa, não só paga menos imposto — é também mais defensável em caso de fiscalização.

5. Simular as obrigações de 2027 antes de janeiro

Se você vai mudar de regime em janeiro, parte de suas obrigações fiscais muda também. Livros, guias, declarações — tudo tem uma lógica diferente. Quem entra em 2027 descobrindo isso pelo caminho anda aos tropeços o ano inteiro.

Uma boa contabilidade já testa: “Se você sair do Simples e entrar em Lucro Presumido, aqui estão as novas obrigações, aqui estão os sistemas a mexer, aqui está a folha de trabalho que o contador vai precisar fazer mensalmente.”

Sem surpresas, sem correria.

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Revisar regime agora

Checklist: o que você precisa fazer em agosto

AçãoPor quê
Levantar números (faturamento, custos, folha) até julhoBase para simular cenários
Simular cada regime: Simples, Presumido, RealComparar e escolher o melhor
Calcular o Fator R atual (se no Simples)Ver se há ganho em migrar de anexo
Revisar documentação: notas, recibos, despesasEvitar rejeições e maximizar deduções
Projetar CBS e IBS para 2027Antecipar o impacto no fluxo
Mapear as novas obrigações do novo regime (se mudar)Entrar em 2027 organizado

Perguntas frequentes sobre planejamento de meio de ano

  1. Não é caro fazer essa revisão?

Não. Uma boa contabilidade oferece uma revisão de meio de ano como serviço preventivo — o custo é mínimo perto do que você pode economizar.

  1. Se descobrir que o regime errado, dá para mudar agora?

Mudar em 2026 é complicado, mas possível (com limites legais). O melhor é descobrir agora e planejar a mudança para janeiro 2027, quando é aberta a janela oficial de opção.

  1. Qual regime é “melhor” em geral?

Nenhum. Depende do seu faturamento, setor, estrutura de custos. Só uma simulação com seus números dirá.

  1. Preciso avisar a Receita Federal se revisar?

Não. Revisão é rotina. Só precisa comunicar se decidir mudar de regime, e aí segue os prazos legais (setembro para 2027).

  1. CBS e IBS já mexem nos meus impostos em agosto?

Sim, desde janeiro com alíquotas de teste (0,9% e 0,1%). Em agosto, você já sente o efeito real — é ouro puro para simulação.

  1. Se não revisar agora, perco a chance de economizar?

Muitas oportunidades, sim. As que cabem em 2026 (Fator R, investimentos, estrutura de retiradas) ficam na mesa. O resto pode ser ajustado em 2027, mas com mais trabalho e menos margem.

O papel da contabilidade consultiva

A diferença entre uma contabilidade que “só entrega guias” e uma contabilidade consultiva é exatamente isso: a consultiva senta com você em agosto, faz contas, mostra cenários e diz “faça X que você economiza Y”. Não é só “cumprir obrigações” — é usar a lei a seu favor.

A MARJUHH Contabilidade trabalha assim: com foco em decisões que mudam números, não em burocracia que só enche arquivo.

Próximos passos

Não deixe agosto passar. Chame a contabilidade (ou entre em contato com a MARJUHH) e agende uma revisão de meio de ano. Leve os números de janeiro a julho, fale sobre o regime atual, e deixe que façam as simulações.

Uma tarde de trabalho agora pode gerar economias reais de 2027 em diante. É aritmética simples, mas muitos deixam passar por falta de tempo ou falta de saber que a oportunidade existe.

Você, agora já sabe. Não deixe passar.

👉 Agende sua revisão tributária de meio de ano com a MARJUHH. Traga os números e saia com a estratégia para 2027.

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