
O mês de janeiro de 2026 entra para a história da saúde e da economia brasileira. Após anos de debates judiciais e pressão do setor produtivo, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, por unanimidade, as novas regras para a produção de cannabis medicinal em solo nacional.
Essa medida, que cumpre uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), não apenas regulamenta o cultivo para fins terapêuticos, mas também transforma a logística de distribuição, facilitando o acesso à maconha medicinal na farmácia.
Como contador consultivo da MARJUHH Contabilidade, acompanho de perto as movimentações regulatórias que impactam o mercado. O que vemos hoje não é apenas uma vitória para pacientes, mas o nascimento de uma cadeia produtiva robusta, que vai do agronegócio ao varejo farmacêutico, exigindo profissionalismo extremo e compliance rigoroso.
Neste artigo, vamos dissecar o que muda com a nova resolução, quais as regras para a comercialização e como empreendedores podem navegar com segurança jurídica neste mercado bilionário.
O fim da dependência externa: produção nacional autorizada
Até o final de 2025, o Brasil vivia um paradoxo: era permitido vender o medicamento, mas proibido produzir a matéria-prima em escala comercial, o que obrigava a indústria a importar o insumo ou o produto pronto, encarecendo o preço final.
Segundo informações veiculadas pela CNN Brasil, a nova resolução da Anvisa estabelece os critérios técnicos para o cultivo controlado de Cannabis sativa por empresas farmacêuticas e institutos de pesquisa.
O que diz a nova regra de 2026?
A decisão alinha o Brasil às práticas internacionais. O cultivo deve ocorrer em ambientes fechados (estufas ou indoor), com rigoroso controle de acesso e rastreabilidade da semente ao produto final. A norma visa garantir que a planta tenha teores padronizados de canabinóides (CBD e THC), essenciais para a segurança do paciente.
Para o empresário do setor, isso significa que a maconha medicinal na farmácia deixará de ser um produto de luxo importado para se tornar um medicamento de produção nacional, com custos logísticos menores e maior competitividade.
Maconha medicinal na farmácia: como funciona a venda?
É crucial esclarecer, com a didática de um contador experiente, que a liberação do cultivo não significa liberação do uso recreativo. O foco é estritamente terapêutico.
A venda de maconha medicinal na farmácia segue regras sanitárias rígidas, similares às de medicamentos controlados. A Anvisa manteve a distinção baseada na concentração de Tetrahidrocanabinol (THC):
- Produtos com baixo teor de THC (até 0,2%): Geralmente à base de Canabidiol (CBD). São prescritos para ansiedade, insônia, inflamações, entre outros. A venda ocorre mediante receita tipo B (azul).
- Produtos com alto teor de THC (acima de 0,2%): Indicados para casos mais graves ou refratários, como em cuidados paliativos. A venda é restrita, exigindo receita tipo A (amarela), semelhante à morfina.
Essa diferenciação impacta diretamente a gestão de estoque da farmácia e as obrigações acessórias que o estabelecimento deve enviar ao SNGPC (Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados).
Oportunidades de negócios: a cadeia produtiva se abre
A decisão da Anvisa, detalhada no portal oficial do Governo Federal, destrava investimentos em diversos elos da cadeia. Não se trata apenas da farmácia na ponta final. Estamos falando de um ecossistema:
1. Agronegócio farmacêutico
Empresas que desejam cultivar precisarão de licenças especiais e estrutura de alta tecnologia. Não é plantio em campo aberto; é laboratório agrícola.
2. Indústria de extração e insumos
Haverá demanda por laboratórios que transformam a planta em óleo (IFA – Insumo Farmacêutico Ativo).
3. Logística segura
O transporte desses produtos exige segurança armada e monitoramento, similar ao transporte de valores ou cargas visadas, abrindo nicho para transportadoras especializadas.
4. Varejo (Farmácias e Drogarias)
A maconha medicinal na farmácia se torna um diferencial competitivo e de mix de produtos, atraindo um público que busca qualidade de vida.
A contabilidade da sua empresa anda ruim? Precisando trocar de contador?
A MARJUHH pode te ajudar!
Desafios contábeis e tributários do setor
Entrar no mercado de cannabis medicinal exige mais do que coragem; exige proteção jurídica e contábil. Na MARJUHH Contabilidade, alertamos que este é um dos setores mais fiscalizados do país.
Classificação fiscal e CNAE
A escolha correta da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) é o primeiro passo.
- Para cultivo: CNAEs específicos de cultivo de plantas para fins farmacêuticos.
- Para venda: Comércio varejista de produtos farmacêuticos.
Um erro aqui pode impedir a obtenção da AFE (Autorização de Funcionamento de Empresa) junto à Anvisa.
Regime tributário: lucro real é quase obrigatório
Dada a complexidade da cadeia e o alto custo de implantação (Capex), o regime do Simples Nacional raramente é vantajoso ou permitido para a parte industrial. A indústria de cannabis geralmente se enquadra melhor no Lucro Real. Por quê?
- Créditos de PIS/COFINS: A indústria pode se creditar dos impostos pagos na aquisição de insumos, energia elétrica e maquinário, abatendo o valor a pagar na venda.
- Prejuízo Fiscal: No início da operação, é comum ter prejuízo contábil. No Lucro Real, você não paga IRPJ/CSLL sobre prejuízo, diferente do Lucro Presumido ou Simples, onde se paga sobre a receita bruta.
Rastreabilidade fiscal
A Receita Federal cruza os dados das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) com os relatórios de produção enviados à Anvisa. Se você comprou X quilos de insumo e produziu Y litros de óleo, essa conta tem que fechar. A contabilidade de custos deve ser precisa para evitar autuações por “quebra técnica” não justificada.
Compliance regulatório: o papel da contabilidade consultiva
A nova resolução de 2026 impõe que as empresas tenham um Responsável Técnico (Farmacêutico) e cumpram Boas Práticas de Fabricação (BPF).
O contador não é apenas o “fazedor de guias”. Nós atuamos na legalização da empresa perante os órgãos reguladores:
- Polícia Federal: Para controle de produtos químicos e segurança.
- Exército: Dependendo dos reagentes utilizados na extração.
- Anvisa: Para obtenção da AFE e Autorização Especial (AE).
- Prefeitura: Para alvará sanitário local.
Se você pensa em vender maconha medicinal na farmácia ou atuar na produção, entenda que a burocracia é a barreira de entrada que protege quem trabalha sério. A informalidade não existe neste setor.
O futuro é verde e regulado
A decisão do STJ e a regulamentação da Anvisa colocam o Brasil na rota global da cannabis medicinal, um mercado que movimenta bilhões de dólares mundialmente.
Para o empreendedor, a mensagem é de otimismo com cautela. A oportunidade existe, a demanda de pacientes é reprimida e gigantesca, mas o amadorismo será punido severamente.
A gestão financeira deve prever custos elevados de compliance e segurança. A precificação do produto deve considerar uma carga tributária complexa (ICMS com Substituição Tributária, PIS/COFINS monofásico em alguns casos, IPI na indústria).
Na MARJUHH, estamos preparados para dar suporte a essa nova onda de negócios. Entendemos as nuances da legislação de 2026 e sabemos como estruturar sua empresa para crescer com segurança, longe de riscos fiscais ou sanitários.
A chegada da produção nacional e a consolidação da venda de maconha medicinal na farmácia representam um avanço civilizatório e econômico. Pacientes terão acesso mais barato e empresas gerarão empregos qualificados e impostos.
Se você deseja investir neste mercado, comece pelo planejamento. Um Plano de Negócios sólido, validado por uma contabilidade especializada, é a diferença entre um investimento de sucesso e uma aventura perigosa.
O cenário está dado. As regras estão claras. Agora, é hora de empreender com responsabilidade.
Quer estruturar seu negócio de cannabis medicinal com segurança jurídica? Clique aqui e agende uma consultoria regulatória com a MARJUHH.
Entre em Contato com a MARJUHH Contabilidade
Telefone: (81) 99769-8473
Email: contato@marjuhh.com.br
Site: MARJUHH Contabilidade
Contato via formulário: Fale Conosco
WhatsApp: Conversar no WhatsApp
Instagram: MARJUHH no Instagram
Facebook: MARJUHH no Facebook




